Bocão
Drica
Gêmeos
China
Pedro
Bela
Elisa
Tinoco
Fuinha
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T
i
a
M
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r
i
a
m
Oiiii!
Para quem não me conhece ainda eu sou a
Miriam
, a tia que
criou a Turma do Pequeno Artista.
Eu resolvi abrir esse espaço para responder algumas perguntas
que as crianças andam enviando por e-mail, e também estão fazendo
nas palestras das escolas.
Beijocassssss da tia Mi.
De onde você tira criatividade para as suas histórias?
Eu sempre gostei de ler livros de suspense e aventura, desde pirralha. De tanto ler, um dia resolvi inventar a minha história. Só que antes eu tinha vergonha de mostrar as coisas que eu escrevia. Quando eu cresci, vi que isso era a maior besteira porque ter imaginação é uma coisa muita divertida. Quando meus filhos nasceram, eu voltei a prestar mais atenção para o mundo das crianças. Que, aliás, é bem mais divertido do que o dos adultos. Comecei então a ter muuuita inspiração, vendo as brincadeiras deles e ouvindo as conversas. Foi aí que surgiram as histórias.
Qual a aventura que você mais gostou?
É difícil escolher a melhor aventura porque os livros são como filhos. A gente cria e depois gosta do mesmo jeito. Mas, como eu sou apaixonada pelo meu país, uma aventura que eu curti muito foi a do Volume 3, que a Turma está no Pantanal.
Quantos livros você já publicou?
Eu já publiquei 4 livros pela editora Catedral das Letras. Também tenho 14 histórias escritas no site.
Se o vírus é de gelatina, por que não comem ele?
Porque ele não é feito com uma gelatina saudável. A gelatina que o cientista, vizinho do professor, usou para criar o vírus está contaminada. Se as crianças a comessem, ficariam totalmente em perigo porque é uma fórmula destruidora. A gelatina é só para atrair as crianças. Aliás, o cientista foi muito inteligente criando um vírus com “cara” de gelatina porque toda criança adooora gelatina.
Qual a idade dos personagens?
A idade dos personagens varia entre 10 e 12 anos. O Pedro é o mais velho.
Quem fez os desenhos dos livros?
Os personagens foram criados por mim, mas quem deu vida, ou seja, quem desenhou os personagens foi o artista e desenhista Alexandre Pedreira. Uma pessoa maravilhosa que eu tenho muito carinho e admiração. Eu passei para ele como seria cada um dos personagens, quem teria olho azul, cabelo vermelho, etc. Então, ele foi me mandando vários modelos para que eu pudesse escolher o que parecia mais com a cara do personagem que eu imaginava. Foi assim que tudo começou.
Além de escrever, o que você mais gosta de fazer?
Ih... esta é perigosa!! Na última palestra que eu dei, fui responder a esta pergunta e quiseram que eu cantasse na biblioteca da escola. rs
s
Mas lá vai. Se eu não fosse jornalista, webdesigner e escritora, eu seria cantora. Eu adoro tocar violão. Toco desde os 15 anos e aprendi sozinha. Gente, é muito fácil aprender a tocar violão com aquelas revistinhas “Violão e Guitarra”. Eu aprendi assim. Depois, como eu sou muito abusada, comecei a querer compor minhas músicas. Participei de alguns festivais de música na minha escola e um deles eu ganhei. Achei o máximoooo!!! Mas eu sou meio tímida pra ser cantora e meu negócio é inventar histórias mesmo.
Como é que os desenhistas fazem os desenhos tão direitinho?
Hoje em dia, existem muitas técnicas de desenho, mas o talento é fundamental para o seu desenho sair bem direitinho. Os desenhos do livro foram feitos diretamente no computador, alguns com tecnologia 3D. Coisa bem bacana e difícil de fazer. Mas o mais importante é você sempre arriscar a fazer o desenho e não ter medo de errar. A gente só aprende, só sai tudo perfeito, depois que já errou bastante e aprendeu a fazer os traços com mais confiança.
Por que os gêmeos não usam um anti-vírus para derrotar o vírus de gelatina?
Esta foi uma das perguntas mais inteligentes que me fizeram numa palestra do colégio Pedro II. Se eu não me engano, foi a pergunta da Marcela. Gente, é porque a nave Megabyte, simplesmente, não é apenas um computador. Ela é também uma nave que voa de verdade. Por mais que os meninos tenham protegido a parte que é computador com anti-virus, existem sempre outros espaços dentro da nave que estão desprotegidos. A única coisa que se pode fazer é usar o kit do Pequeno Artista para eliminar seres estranhos que podem entrar, sem ninguém ver, dentro da nave.
Com qual personagem você mais se identifica?
Eu me identifico muito com a Drica e vou falar por que. Ela gosta de cantar, dançar e tocar violão. Ela também gosta de ler as poesias da Elisa e eu adooooro poesias. Também tem o lado do gênio da Drica. Eu acho que sou um pouco como ela, me revolto quando vejo injustiças e brigo com todo mundo, mas também sou uma amigona.
As histórias do livro estão no site?
Eu ainda não tive tempo de colocar as histórias do livro no site. É tanta coisa, geeeente.... Vocês não imaginam, mas eu recebo 32.000 pessoas no site todos os meses! Quase todo mundo quer mandar um recado para a Turma, fazer uma pergunta, sugerir um jogo... É uma loucura!!! Ainda tem o conteúdo para as escolas que precisa ser atualizado. O legal é que agora eu estou com muitos ajudantes que enviam textos e ganham as “Aquarelas Mágicas da Turma”. :)
Qual o personagem que você teve mais dificuldade para criar?
Acho que foi o professor Tinoco. O professor Tinoco é o meu pai. O nome dele é Paulo Cezar Tinoco Carneiro. Ele é engenheiro, mas foi um professor de matemática quando era mais jovem. Meu pai é um homem de muitas faces, por isso, foi muito difícil compor esse personagem. Eu também não queria colocar a imagem de uma filha criando o pai e sim de uma escritora que vê um ser humano especial sem parcialidade.
Você se inspirou em alguém para criar os personagens?
Os personagens são os meus irmãos e eu misturei neles as minhas paixões pela fotografia, música, dança, pintura e por aí vai. Para falar a verdade, tudo começou com o gêmeos, Léo e Zé, que foram inspirados nos meus dois filhos. Na época eles tinham 11 anos. Depois veio o professor, o meu pai. Os outros foram sendo criados juntos. Eu tenho 9 irmãos. Verdade!
E o macaco? Quem é na sua família?
O macaco é o Lufa, um macaco mesmo. Porque eu sou apaixonada por macacos, micos... aliás, só uma explicação: o Lufa não é de ninguém na Casa do Pequeno Artista, ele é um bichinho livre. A gente não pode ter um macaco preso em casa, é errado isso.
Em quais livrarias, vendem-se os livros?
Os livros estão sendo vendidos na Saraiva, Argumento, Lojas Americanas, Submarino e também dentro da Loja virtual do site Pequeno Artista.
O que te fez ser escritora?
Eu sempre gostei de escrever. Escrevo desde os 9 anos. Acho que já nessa idade eu sabia que um dia seria uma escritora. Eu poderia escrever livros para adultos, mas sempre fui apaixonada pela simplicidade do mundo infantil. Eu nem fui aquela menina que não queria crescer, isso não, mas eu sempre guardei dentro de mim a vontade de continuar brincando com a imaginação. Ah, ser uma escritora de livros infantis foi um presente que recebi dos meus filhos. Quando eles nasceram, vi que eu tinha potencial para ensinar, educar e entender os problemas dos pequenos de uma forma que nem eu mesma imaginava que poderia. Foi então que nasceu o site e depois a escritora.
Com quantos anos você escreveu o seu primeiro livro?
Com 9 anos, mas era um livro bem pequeno. Profissionalmente, eu comecei a escrever em 1999.
Você tem orgulho dos seus livros?
Tenho muito orgulho por ter escrito os livros da Turma, principalmente, por causa do retorno que tenho tido. As crianças, os pais e professores têm elogiado muito o meu trabalho e, como foi tudo muito difícil, eu me sinto muito feliz pelo resultado.
Quanto tempo você levou para escrever os quatro livros?
No início, eu não tinha idéia de fazer os quatro volumes do Pequeno Artista. Eu queria fazer apenas um livro com uma única aventura. Mas aconteceu que, quando eu comecei a escrever, me empolguei e escrevi um livro enorme. Era impossível lançar um livro infantil tão grande e com tantas imagens, porque iria ficar muito caro. Nessa época, eu não tinha experiência com gráficas e também não sabia como funcionava a questão financeira de imagens com mais de quatro cores. Eu queria tudo muito colorido e dar toooodos os detalhes da aventura. Resultado: babou.
Tive a idéia de quebrar o livro enorme em quatro volumes e o pessoal da editora adorou. Só que eu tive que reescrever a história, enxugando os diálogos e diminuindo a quantidade de imagens. Recomeçaram então as reuniões com o Alexandre, o desenhista, para refazer algumas imagens que já estavam prontas. Tive que entregar o livro para a Maria do Céu Pimentel refazer a revisão e também tive que repensar os jogos do livro. Então, resumindo, isso tudo durou três anos. Ufa!
Como as crianças foram para o mundo virtual se a nave já estava lá?
Quando a Turma foi contaminada pelo vírus e ficou presa no mundo virtual, a nave Megabyte não tinha outro caminho a não ser voltar para a casa do Professor. E foi o que aconteceu. Os gêmeos encontraram a nave no quintal da casa sem ninguém dentro dela. Eles então entraram na nave e foram para o mundo virtual salvar o resto da Turma.
Você sente preguiça de escrever?
Eu sinto preguiça de escrever quando estou sem imaginação. Fico enjoada de ficar sentada quando “rabisco” algumas idéias e não sai nada. Quando acontece isso, eu fico com um pouco de preguiça. Mas é só eu começar a navegar na Internet ou pegar algum livro pra ler que rapidinho a inspiração volta e aí a preguiça vai embora.