Bocão - o jornalista Drica -  a dançarina Léo e Zé - os cientistas China - o fotógrafoo Pedro - o escritor Bela - a artista plástica Elisa - a poetisa Tinoco - o professor Fuinha - o esportista
 
Skip Navigation Links
Quem sou eu?
Complete a História
Tinoco pelo Brasil
Aquarelas Mágicas
-----------
Login
Cadastre-se
Lojinha
Fale com a gente
Jogos
Cartões Virtuais
Recado aos pais
PA na Mídia
Patrocínio
Tia do PA
 Verduno e a Água


Dessa vez, eu, professor Tinoco, parti em uma aventura espacial com os Gêmeos e Elisa. Conhecemos, Verduno, criatura simpática ao lado e vivemos grandes aventuras. Fique sabendo como tudo começou .

Durante toda a tarde de sábado, os gêmeos Léo e Zé estavam trancados no laboratório. Sabe o que eles estavam fazendo? Uma experiência com sua nave espacial. Mas, por que será que eles estavam fazendo isso?

Do lado de fora do laboratório, eu e toda a Turma estávamos reunidos e não aguentávamos mais de curiosidade. Todos queriam saber o que Léo e Zé aprontavam lá dentro:

- E aí, conseguiu ver o que eles estão fazendo? - disse Fuinha para Drica, que olhava pelo buraco da fechadura do laboratório.

- Mais ou menos ... - Eles estão mexendo na nave, né?

- Ih, Fuinha, calma, assim não consigo me concentrar, peraí.

- Mas, fala logo. O que eles estão fazendo? Estou curioso!

- Ah, eles estão com um mapa na mão e o Zé aponta para algum lugar do mapa. O Zé agora está dando pulos ... Ai, o que será que eles estão bolando? - Pergunta Drica

- Não sei! Não sei! Não sei! Por isso, pessoal, vamos entrar agora! - Fala Fuinha.

- É isso mesmo que vou fazer. Não aguento mais! - disse Drica abrindo a porta do laboratório.

- Drica, quem mandou entrar? - disse Zé irritado.

- Ih, deixa de bobeira, Zé, a gente quer saber também o que vocês estão fazendo aqui. Afinal, somos uma Turma unida e não temos segredo um com o outro. Vai conta logo ...

- Tudo bem, mas você não tem o direito de entrar assim no meu laboratório. Isso é falta de educação! Você tinha que bater antes de entrar. - falou Zé meio chateado

- Não ia adiantar nada eu bater na porta. Tinha certeza que você não ia abrir mesmo. Tudo bem, Zé, se você ficou tão chateado, peço desculpas. Mas, por favor, conte logo o que vocês estavam fazendo. Não aguentamos mais de curiosidade.

- Tá desculpada ... É o seguinte: a gente vai fazer uma viagem para o Futuro e resolvemos usar a nossa nave como meio de transporte.

- Mas, como vocês vão conseguir isso? - perguntou Fuinha.

- Já está tudo planejado. Nós programamos a nave para ir para o século XXVII. Já fizemos contato com um habitante do futuro que irá nos ajudar nessa viagem tão especial.

- Habitante do futuro? - pergunta Bela impressionada com a notícia.

- É isso mesmo que vocês ouviram. Verduno é o nosso amigo espacial. Ele estará ao nosso lado, mostrando o melhor caminho que devemos seguir. - Que máximo, uma viagem para o Futuro!!! Eu também quero ir. - falou Drica.

- E eu também tô dentro. - disse Fuinha.

Após horas respondendo várias perguntas da Turma sobre a viagem, Zé e Léo explicaram que nem todos poderiam ir. A nave não era tão grande assim para caber todos eles. Apenas quatro "passageiros" poderiam fazer essa viagem. Os Gêmeos já estavam com os seus lugares garantidos. Afinal, eles eram os principais responsáveis por tudo que estava acontecendo naquele momento. Acabado o sorteio, ficou decidido, finalmente, que eu, professor Tinoco, e Elisa seríamos os companheiros de Zé e Léo nessa aventura espacial.

- Obáááááááááá´!!!! Vou levar meu caderninho e minha coleção nova de caneta para registrar todas as novidades. Voltarei cheia de anotações ...- falou Elisa toda animada.

- Também estou muito feliz de ter sido sorteado. Já fiz várias viagens na minha vida, mas uma como essa será novidade para mim. Imaginem só ... Uma viagem para o Futuro! - Eu falei radiante de felicidade.

Depois de alguns dias, tudo estava preparado para a nossa viagem. A Turma toda se reuniu do lado de fora da Casa para ver a nossa partida.

- Tenham um boa viagem! Ficaremos aqui torcendo para que vocês estejam se divertindo pra valer. Tragam muitas notícias para eu colocar no meu Jornalzinho. - Disse Bocão.

- Valeu, Bocão! Pode deixar que ficaremos atento à todas as novidades. Elisa anotará tudo em seu caderno. - Falou Léo.

- É isso aí crianças. Vamos deixar de conversa, pois está na hora de partirmos. Quando eu chegar, contarei tudo o que aconteceu por lá. - Eu falei dando um abraço em cada um que estava lá.

Assim que todos se despediram, entramos na nave e Zé acelerou ao máximo sua possante máquina, rompendo assim a barreira do tempo e indo em direção ao século XXVII. Chegando lá, encontramos tudo muito, muito diferente do que existe hoje na Terra. Centenas de seres esquisitíssimos usando roupas nada comuns. Entre eles, estava Verduno, um menino verde com uma anteninha na cabeça e apenas três dedos em cada mão, que se aproximou da gente e disse:

- Sejam bem-vindos ao Futuro! Não esperem ser bem recebidos por todos os nossos habitantes. Há alguns deles que não gostam muito de humanos e, por isso, não querem ver nenhum por perto.

- Obrigado por nos receber tão bem! Mas, por que há seres aqui no Futuro que não querem ver humanos por perto? - pergunta Elisa já com seu caderninho e caneta na mão.

- Ah, isso é uma história longa. Farei um resumo bem rápido e contarei tudo para vocês. Sentem-se aqui ao meu lado e ouçam ...

Há muito tempo, a Terra sofreu inúmeras transformações porque a água foi diminuindo, diminuindo, até acabar de vez. Por isso, tivemos que criar, aqui no Futuro, uma água verde de laboratório com um gosto muito estranho. Ninguém gosta de beber essa água, porque quem bebe fica com uma cor verde estranha. Assim como eu!

Verduno continuou sua história e falou que nós, que vivemos no passado, somos os responsáveis pela água verde que os habitante do Futuro criaram. Se nós tivéssemos tomado mais cuidado com a água do planeta Terra, nada disso estaria acontecendo no lugar onde Verduno mora. Eles estariam agora com água fresquinha e gostosa para beber e não ficariam verde ao tomá-la.

- É por tudo isso que alguns habitantes daqui não gostam muito de vocês humanos, pois pensam que vocês são os culpados por ter acabado a água da Terra. Eles pensam que se vocês tivessem tido mais cuidado com a água, nada disso estaria acontecendo aqui no Futuro. Agora, rápido, corram, pois um grupo de futuristas verdes está vindo na direção de vocês. Rápido! Fujam!

- Mas, Verduno, para onde podemos ir? Nós não conhecemos nada por aqui! - falou Tinoco desesperadamente.

- Venham! Sigam-me até aquela passagem secreta - falou Verduno apontando para um esconderijo.

Depois de muito correr, finalmente, chegamos na tal passagem secreta. Entramos, fechamos a porta e aguardamos algumas horas para podermos sair e retornar à Terra. Quando pensamos que estávamos salvos, ouvimos um barulho. Vimos que era alguém abrindo a porta da passagem secreta e ... ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzz.

A melhor continuação escolhida foi de Camilla H. I. Aoki.
Pessoal, a continuação da história da Camilla está um pouquinho grande, mas vale a pena ler. 


Apareceu um grupo de seres estranhos dizendo:

- Iremos acabar com vocês, porque vocês acabaram com nossa água!!!

Nós saímos correndo desesperados. Vimos alguém nos chamar de dentro de uma casa. Como era a única saída, entramos. Chegando lá, vimos um humano! É..., pode acreditar, um humano. Achamos estranho, porque ele não era verde. Eu me perguntei: "Como ele vive sem água?" Parece que ele ouviu meus pensamentos, porque logo depois, ele disse:

- Devem estranhar eu, aqui vivendo sem água, ou pelo menos, sem aquela cor verde, não é? - É! - respondeu Zé.

- Fiquem sabendo que eu tenho, em segredo, água. O pouco de água que restou no planeta. - respondeu o homem que tinha uns 60 anos e uma longa barba branca.

Vimos então uma pequena poça de água e uma nascente que derramava 1 gota a cada minuto. Então, pensei:

"Nossa lá no nosso século, temos água para fazer coisas indispensáveis, como: beber, cozinhar, irrigar plantações. Para fazer coisas divertidas, como: entrar em um riacho ou em uma piscina e nadar. E até para fazer coisas úteis, como: lavar o chão, a calçada, o carro, as roupas... E aqui eles se revoltam com nós, seres humanos do século XXI, por não termos economizado água e ter que fazer eles criarem uma água verde (meio nojenta), que deixa a pessoa que a bebe com uma coloração esverdeada... Que horrível!" O homem de barba disse:


- Meu nome é Larbige Najo, é um nome estranho, mas fazer o que né?

- Sem ofensas, mas é realmente estranho - disse Elisa rindo.

- Podem me chamar de Najo só. Vocês não são deste tempo, são? - disse Najo.

- Não! - respondeu Léo.

- Somos do século XXI - eu disse.

- Este foi o último século com bastante água, nos outros séculos a água foi sumindo, sumindo... até acabar. - disse Najo triste.

- Queria saber como fazer para não acontecer isto com a nossa preciosa água. - disse Zé. Najo respondeu:

- É muito fácil, têm muitos métodos, vou dizer 10 deles:
1- Em vez de lavar a calçada com o esguicho, pegue uma vassoura e limpe, usando o esguicho só quando for realmente necessário.
2- Na hora de lavar o carro, em vez de deixar o esguicho ligado, pegue um balde com água, você economizará muito mais.
3- Piscina gasta muita água, então não precisa trocar a água dela todo dia, troque o mínimo possível e a cubra, sempre que não estiver nadando, para a água não sujar tão rápido.
4- Na hora de brincar com a água num dia de verão, é muito refrescante. Tudo bem brincar, é divertido, mas sem desperdiçar.
5- No chuveiro, não demore muito e, quando não estiver "se molhando", desligue a água.
6- Escovar os dentes é preciso, mas enquanto escova não deixe a torneira ligada.
7- Na hora de dormir, verifique se todas as torneiras estão bem fechadas, porque se elas estiverem pingando, gastará muita água.
8- Na hora da descarga, não a segure por mais tempo do que o necessário. 9- Peça para verificarem se não há vazamentos em sua casa, pois poderá desperdiçar água sem você perceber.
10- Não é necessário lavar roupa todo dia, espere ser acumulado um bom número de roupas, para assim, poder lavá-las sem desperdiçar.

Depois de tudo isso, pensei: "Nossa como ele é inteligente! De onde vem tanta sabedoria??" Depois de pensar disse:

- Nossa, o senhor entende do assunto. Najo respondeu:

- Me chame de você, entendo do assunto, pois um certo "Ser" me contou.

Elisa, muito esperta, anotou tudo em seu caderno e depois disse:

- Pronto! Anotei tudo, Najo. Quando chegar lá em casa, falarei para meus amigos e familiares também.

- É bom saber disso, fico feliz e digo também que existem mais formas de economizar, é só olhar em sua volta e perceberá isto.

- Vou anotar isto também - falou Elisa. Najo falou:

- O caminho está livre, podem ir.

Eu pensei: "Como ele sabe disso sem ao menos olhar na janela e verificar?"
Najo continuou: - Tchau Elisa, Zé, Léo, Verduno e Prof. Tinoco.

- Tchau! - dissemos todos.

Pensei: "Que homem misterioso! Como sabia nossos nomes?" Verduno disse:

- Vou levar vocês até a nave.

Saímos. As crianças foram correndo na frente, mas, quando a porta se fechou, apareceu um clarão. Olhei pela janela e vi asas nascerem em Najo e ele voar para o céu. Era lógico, desembaralhando as letras de Larbige Najo, temos o nome Anjo Gabriel. Óbvio! Deus o mandou para avisar a nós, humanos, sobre o perigo da água acabar. Deus era o "Ser" que Najo disse, por isso, Najo sabia nossos nomes, tinha tanta sabedoria e parecia que lia nossos pensamentos. Pensei com muita força: "Obrigado". Senti uma paz imensa. Nos Despedimos de Verduno, pegamos a nave e fomos embora. Chegando de volta, a turma toda fez várias perguntas, todas muito bem respondidas. Elisa resolveu tirar xerox de suas anotações e distribuir pelo bairro. Foi isso que ela fez e suas anotações foram parar até no jornal da cidade e também na televisão!! Em um piquenique, conversávamos sobre Najo. Até que Bela disse: - Pelo jeito, este tal de Najo tinha uma "sabedoria divina", hein? Eu que mantive segredo respondi: - É... realmente divina.

FIM