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A  Menina  Furacão

Vou contar a história de um menino chamado João Augusto Fontes que tem 9 anos. João Augusto visita sempre o site do Pequeno Artista e foi escolhido para entrar na nave e participar dessa aventura com a Turma.

 

Esta poderia ser chamada de viagem nas estrelas porque tudo aconteceu dentro da nave Megabyte, bem perto das nuvens. João me contou como tudo aconteceu:

Todo mundo estava apertando mais ainda o cinto de segurança, colocando um capacete para proteger a cabeça e eu estava "boiando" ... não estava entendo nada.

Ninguém vai me explicar o que vai acontecer agora? Pedro fala aí. - perguntei

– Então preste atenção, João. Sabe o que é um furacão, né? Aquele vento forte que leva tudo pelos ares. Nós conhecemos um furacão de verdade numa das nossas aventuras. O professor Tinoco nos contou que fez uma viagem em que ele estava numa cidade que passou o furacão Suely. Nós ficamos curiosos e partimos para tentar achar o furacão e achamos mesmo.

– Vocês são malucos! Ir atrás de um furacão! Como é que vocês saíram vivos dessa aventura?

- Foi demaaaaais, João!!! A gente comprou um cinto de segurança ainda mais seguro e esses capacetes para proteger a cabeça na hora que entrar no furacão.

- Quer dizer que nós vamos entrar no furacão??? Agora???

- Vamos sim. Deixa que eu explico, Pedro. – falou a Drica.

Drica começou a me contar, com aquele jeito rápido dela de falar. A Drica é toda acelerada, caramba, você não tem noção! Às vezes, eu pedia para ela explicar mais devagar a história do furacão. Ela continuou:

- Fomos voando em direção ao furacão Suely. Suely é nome de menina, né? Eu, a Elisa e a Bela estávamos animadas para conhecer essa menina tão terrível que deixava todo mundo com medo dela. Estávamos nos aproximando do furacão. O vento era tão forte e fazia um barulho horrível. Aí de repente, vimos!

A Drica disse que eles viram um ventão com cara de menina invocada vindo na direção da nave. Era uma menina com um bico enoooooorme. Bico de fazer pirraça e bico de soprar, porque era ela quem estava soprando o vento forte daquele jeito. Depois disso eles se prepararam dentro da nave para finalmente entrar dentro do furacão, mas ... de repente, o furacão recolheu o bico, colocou as mãos na cintura e falou batendo na janela da nave, muito irritada:

- Vocês não deveriam estar no meu caminho, seus malucos!

A Drica contou que o Pedro colou a cara na janela e começou a conversar com a menina, disse que eles estavam ali para ver de perto como era entrar dentro do furacão. E o resto da turma começou a falar ao mesmo tempo dentro da nave. O furacão foi achando aquilo muito engraçado e começou a rir, rir sem parar. Foi aí que a Drica fez o pedido:

- Ah, menina furacão, deixa a gente ver como é você ventar forte, deeeixa!

- Está bem, já que vocês querem tanto isso, eu vou fazer um rodamoinho bem legal para vocês entrarem e se divertirem um pouco, mas é só desta vez porque eu tenho muitos lugares para ir.

– IEBAAAAAAAA!

E foi assim que a turma conheceu um furacão de verdade. Agora a gente vai em direção a ele novamente. Só quero ver no que isso vai dar. Eu até já esqueci que tenho medo de furacão e estou super animado com essa aventura. O Léo perguntou:

- Todos prontos? Todo mundo com o cinto de segurança e capacete?

- Siiiiiiim.

A gente começou a ver o rosto da menina furacão, uma menina enorme no meio do céu. E o céu estava todo fechado, as nuvens passavam voando ao nosso lado. Parecia que a gente ia virar picadinho nessa aventura. De repente vimos bem longe uma boca com um bico enoooorme: era a Suely, o furacão que estava se aproximando. De repente o bico sumiu e veio aquele rostão grudar na janela da nave. E ela falou com a gente com um sorrisão:

- Olá amigos!!! Que saudade!

A gente respondeu ao mesmo tempo - Oi Suely.

A turma contou para Suely que eu estava visitando os lugares que o professor Tinoco viajou com eles e que eles queriam muito me mostrar como era entrar num canudo de vento do furacão.

- Mas eu tinha falado com vocês que era só daquela vez, né? Sinto muito, mas não vai dar não. Vocês podem se machucar. - falou Suely

– Por favor Suely. Nós estamos super ansiosos para brincar de novo. A gente faz qualquer coisa ... por favor. - disse Pedro

A Suely coçou o cabeção, pensou, pensou ... e finalmente falou.

- Então eu faço o canudo de vento para vocês brincarem só se me ajudarem numa coisa: há muito tempo eu quero deixar de ser furacão. Não gosto desse trabalho que eu faço, primeiro, porque várias pessoas se machucam com o meu vento e segundo, porque eu vivo muito sozinha. Eu não me sinto feliz assim, por isso sou tão raivosa. Eu queria continuar vento, mas um vento que não prejudicasse. Sei que vocês lá da casa do Pequeno Artista devem ter alguma boa idéia para me ajudar, vocês
entenderam o que eu quero?

Eu tinha entendido sim e fiquei com pena da Suely porque no fundo ela queria só uma idéia, né? Uma coisa tão pequena para um furacão pedir para alguém! Aí voltei a pensar e surgiu uma idéia na minha cabeça: falei para o furacão que ela poderia diminuir aquele vento e procurar um pássaro que está aprendendo a voar e ajudá-lo soprando na direção dele, assim, ele aprenderia a voar mais rápido. Poderia procurar também uma borboleta, que demora muito para começar a voar. Desta forma, ela faria muitos amigos também. Nossa, eu sou muito fera em dar idéias!!!

- Puxa, que idéia boa!!! - falou a menina furacão

Mas ela voltou a coçar o cabeção e ficou triste. A gente não entendeu nada.

- O que foi agora, Suely? - perguntei

- A sua idéia é boa, João, mas não vai funcionar. Só funcionaria se eu conseguisse controlar o meu vento e eu não consigo. É mais forte do que eu, entende?

Entendi sim, mas agora tinha ficado mais complicado. A turma então começou a abrir o kit do Pequeno Artista, que estava no compartimento do meio da nave, para tentar encontrar alguma solução pro caso da Suely. O kit do Pequeno Artista tem um monte de coisas legais para resolver os piores problemas que a gente pode encontrar pela frente. O Zé achou alguma coisa ali dentro e falou:

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Clique aqui para ver as continuações feitas pelas crianças do Instituto Benjamin Constant.

 


A veja abaixo a continuação de Letícia de Souza Peixoto.



- Olhem só o super relógio que os gêmeos criaram, ele tem um controlador climático. É uma programação especial  que ajudará Suely a não ser mais esse “ventão” que todo mundo tem medo. Bem Suely, tome, isto aqui vai lhe ajudar!!!

- Muito obrigada Zé, vou tentar.
Zuuuuuuuuuuuzuuuuuuuuuuuuuuuuuu trem pim póim piiiiiiiiiiii

- Funcionou, consigo me controlar Ihuuhuuuuu!!! Obrigada queridos amigos, irei sempre lembrar de vocês!!

- Deixe disso, só gostamos de ajudar a quem precisa e você precisava de nossa ajuda!!! Bem, chega de blá blá blá e vá ser feliz!!!

- Bem, não tenho mais o que dizer!!! Tchau galera!

- Tchau Suely!! Até logo.

-Tchauuuuuuuuuuu fuuuuuuuuuuuuuuuui !!

 E Suely foi feliz para sempre sem nunca mais ferir nem uma formiga !!!

 A continuação escolhida de Lucas H Witie.

- Pessoal, pessoal! Olha o que eu achei!

Como o Zé é um super cientista tem sempre um invento legal. Então fui ver o que ele tinha achado. Mas quando cheguei lá, ele estava com um pincel preso na boca e segurando alguns tubos de tinta. Eu ainda não tinha entendido o porquê.

- Pedro - disse Zé - meu plano é o seguinte: montamos uma barraca, escrevemos numa placa que nós doamos vento e quando alguém aparecer, e estiver interessado, Suely dá os seus poderes de super vento.

- Até que não é uma má idéia! - disse Drica - Vamos logo!

Entramos na nave e fomos num lugar com muitas árvores e muito ar fresco. Então sugeri à Megabyte ser a barraca. Todos toparam, mas também não teria um outro lugar, né?

- Eu já escrevi na placa - disse Léo

- Eu já fiz a decoração - disse Drica

Então, de repente, apareceu um pássaro muito grande chamado "Mãe Natureza" e quis falar com a Suely. Ele tinha uma voz muito doce e disse:

- Suely, além de roubar meus poderes você os usou de forma errada.

- Mãe Natureza, eu sei que não deveria ter feito isso, mas, por favor, apenas me diga como posso voltar a ser uma pessoa normal? – Disse Suely

- Só com o amor verdadeiro Suely, só com o amor.

Todos olharam para Pedro.

- Que foi? Ah, pessoal desculpe... Ela é meio grande sabe, rechonchudinha ...

- Vai Pedro, a aparência não importa. – Disse Léo.

Pedro pensou muito e chegou a uma conclusão: o que importa é o que se tem por dentro e ela era uma boa pessoa apesar de ser meio irritada. Pedro falou com Suely com carinho e, de repente, ela virou uma linda menina muito boa e devolveu o poder roubado para a Mãe Natureza.

FIM