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Quando a mente "viaja"
E
ssa história começa com o Fuinha.
Como todo mundo sabe, Fuinha é um menino muito agitado, que gosta de esportes. Acontece que na escola, a professora dele sempre comenta que o Fuinha tem um problema: ele tem falta de concentração na hora de estudar
.
Quando ela começa a ensinar alguma coisa, ele está prestando atenção, mas daqui a alguns minutos, a mente dele já “viajou”. Ele rabisca o caderno desenhando super-heróis com super-poderes e não aprende nada. Sabe qual foi o super-herói que o Fuinha desenhou na sala? O Batman.
Na última aula, a professora estava no meio da explicação e o Fuinha estava “viajando” com seus desenhos. Ela percebeu e reclamou com ele, agora estou vendo meu amigo muito triste. Tenho que fazer alguma coisa. Resolvi falar com ele.
- Fuinha? - O que foi professor Tinoco?
- Você está triste porque a professora lhe passou um sermão na sala de aula, não é? Não fique assim, você vai conseguir prestar atenção na aula amanhã.
- Hein? Não é nada disso, professor. Eu estou triste porque perdi meu super-herói.
- Você quer dizer que perdeu aquele desenho que fez na sala de aula, enquanto a professora dava aula, não é?
- Não, eu perdi mesmo. Para falar a verdade, ele fugiu do papel.
- Como é que é? – perguntei surpreso
Depois comecei a entender: o Fuinha estava procurando seu “amigo invisível”. Algumas crianças criam a fantasia de ter uma amigo imaginário. Devia ser isso que o Fuinha estava se referindo. Mas eu estava enganado...
O desenho realmente tinha fugido do papel.
Olhei em volta e vi que a Turma toda estava numa busca interminável pela Casa atrás do super-herói do Fuinha.
- Fuinha, já olhei na Sala de Artes, vasculhei tudo e não o encontrei. – falou Bocão
- Eu também, Fuinha, não achei seu super-herói. Procurei na sala da dança, fui até o jardim, olhei até no escritório do vô Tinoco e nada. – disse Léo
De repente China apareceu gritando, todo suado, nervoso:
- Acheeeeei!!!! Mas ele escapou das minhas mãos. Ele está no laboratório científico do Léo e Zé. Eu cheguei devagar para não assustá-lo, e vi que ele estava mexendo nas químicas, tentando fazer alguma coisa suspeita por lá. Quando ele me viu, saiu correndo e se escondeu entre as peças do computador. Venham! Vamos lá que eu mostro onde ele está!
Todo mundo correu para o laboratório científico da Casa do Pequeno Artista, mas as crianças não conseguiram abrir a porta, ela estava trancada.
- Não acredito, o super-herói trancou a porta por dentro, gente! – falou Pedro forçando a porta para abrir
- É que ele tem a mente super-poderosa, tem super-inteligência, eu o criei assim. Ele pensa. O que vamos fazer agora? – disse Fuinha desanimado
- Já sei, vamos tentar olhar pelo buraco da fechadura para ver o que ele está fazendo. – falou Bela puxando a cadeira para perto da porta.
Bela olhou pela fechadura e deu um berro assustada.
- Aiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! - O que você viu, Bela? – todos perguntaram
- Eeeeu nem consigo fafafalar...
Continuação de
Marina M Soares
- 9 anos
.
.. Bela não conseguia falar porque sentiu muito medo do que viu pelo buraco da fechadura: não existia só o Batman que o Fuinha desenhou, mexendo nas químicas dos gêmeos, Léo e Zé e sim...
- Geeente!!! São vááários super-heróis.
- Deixa eu ver Bela. – Falou Fuinha - Minha nossaaaaaaa!!! Todos os meus outros desenhos de super-heróis estão vivos! Estamos perdidos! Todos eles têm super poderes e super inteligência, vão nos matar.
- Eles vão dominar a Casa do Pequeno Artista e não vamos poder fazer nada. – disse Elisa assustada
- Calma, amigos, se a gente entrar em pânico não vamos conseguir pensar numa saída. Primeiro temos que descobrir por que os desenhos do Fuinha foram direto para o laboratório cientifico. – disse Léo
Quando Léo disse isso, a porta do laboratório começou a abrir devagar. As crianças andaram para trás com medo. Fuinha foi o único que se manteve próximo da porta e teve uma grande surpresa. Todos os desenhos estavam em uma fila com as mãos para trás, um atrás do outro, e cada um deles tinha feito uma experiência para dar de presente para o seu “pai” criador, ou seja, o Fuinha. Depois que eles deram o presente para Fuinha, todos voltaram para o caderno, muito felizes por isso e a Turma respirou aliviada.
Continuação de
Lucas Armando Nunes
- 10 anos
... e Bela desmaiou. Todo mundo correu para socorrer a menina, mas Bela não conseguia acordar. O super-herói atirou o seu raio penetrante, quando Bela estava olhando pelo buraco da fechadura. Foi então que Léo teve uma idéia.
- Precisamos saber o que causou esse desmaio na Bela. - disse Léo - Zé, onde está o nosso PVTD, o Protetor de Visão de Terceira Dimensão? Acho que com isso posso olhar pela fechadura sem correr risco de ser atingido pelo raio.
- Está aqui, Léo. - falou Zé
Léo colocou o protetor e olhou pelo buraco da fechadura. O super-herói mandou o raio outra vez, mas nada aconteceu ao Léo porque ele estava protegido.
Léo encontrou outra chave e abriu a porta do laboratório. Foi andando, devagar, em direção ao super-herói e, antes que ele pudesse fugir, agarrou-o pelas pernas.
- Me solte, me solte. Não quero ficar novamente prisioneiro daquele papel. - disse o super-herói gritando
Léo sentou e conversou com ele,escutou todos os problemas do desenho do Fuinha e teve pena dele. Combinaram que ele poderia andar pela Casa quando quisesse, mas sem causar mais mal a ninguém. O super-herói concorou e, para provar isso, saiu do laboratório e enviou um raio do bem para acordar a Bela.
Todo mundo ficou feliz. A Turma agora tem mais um amigo para escutar as histórias do professor Tinoco, o super-herói do Fuinha. Ele dorme no papel e durante o dia brinca com a Turma do Pequeno Artista.