O Colar Colorido da Raquel
Em
uma das minhas viagens, conheci uma menina muito talentosa, a Raquel, ela
tem onze anos.
Vou lhe contar como tudo aconteceu....
Mais uma vez as meninas escolheram a viagem. Eu, Drica, Elisa, Bela, Pedro
e os gêmeos viajamos dentro da nave Megabyte para a cidade de Paraty.
Já ouviu falar nesse lugar?
É uma cidade que é
considerada Patrimônio Histórico Nacional, preserva até hoje os seus inúmeros encantos
naturais e arquitetônicos. Passear pelo Centro Histórico de Paraty é como entrar
em outra época no passado. Lá encontramos
o Parque Nacional da Serra da Bocaina, um lugar onde a gente vê a natureza bem preservada,
é uma Área de Proteção Ambiental.
Drica, Bela e Elisa queriam comprar anéis, pulseirinhas,
colares e essas coisas que as meninas gostam. Em Paraty, as feirinhas são sempre
muito divertidas. Pedro também queria conhecer uma Feira de Livros que estava acontecendo
na cidade.
Os gêmeos estacionaram a nave Megabyte em uma rua ao lado do Centro Histórico. Tínhamos que tomar muito cuidado na hora de andar pelas
ruas de Paraty porque são feitas das famosas pedras "pés-de-moleque", qualquer um
podia tropeçar e se machucar. Como sempre Elisa foi a primeira a tropeçar:
- Aaaaai! Ploftttumm!
- Você está machucada Elisa? – falei
- Nada professor, só ralei um joelho, mas ... uuui... tá
doendo sim, ai, ai, ai!
É... tivemos logo que parar numa farmácia para comprar curativos para o machucado
da “dona Elisa desligada”. Quando entramos na farmácia tinha uma menina sendo atendida.
Ela tinha uma flor no cabelo, usava pulseirinhas, anéis e ... um aparelho fixo nos
dentes: era a Raquel. Bela se aproximou da menina:
- Ei, desculpe, nem lhe conheço, mas posso lhe fazer uma
pergunta? – disse Bela
- Claro, o
que você quer saber? – respondeu Raquel
- Onde você comprou essa pulseirinha de contas brilhantes,
tá tão fooofa! – disse Bela encantada com a pulseira
- Ah, essa? – falou Raquel mostrando o braço
- É ... essa. E aquela ali também e o anelzinho. – falou Bela
- Ah, eu não comprei não, eu fiz sozinha. – disse Raquel toda orgulhosa com a sua
voz meio enrolada por causa do aparelho fixo nos dentes
- Ppppuxa, SOZINHAAAA! – falaram Bela, Elisa e Drica impressionadas
- É... mas nem sempre foi assim. Um dia eu estava tomando
banho na cachoeira que fica perto da minha
casa e caiu uma “tromba d´água” de repente, não deu tempo nem para eu sair da água e fui levada pelas águas da cachoeira. Pensei que ia morrer!
- Nooosssa! – falaram as três meninas assustadas
- É sim, só consegui me salvar porque meu colar se enroscou num pedaço de tronco
de árvore que tinha caído na água. Deste dia em diante, eu resolvi que ia aprender
a fazer colares e pulseiras sozinha e nunca mais ia ficar sem usar um fiozinho em
mim. Vocês querem conhecer essa cachoeira? Eu levo vocês lá, vamos!
- Eu quero. – disse Elisa
- Eu também quero. – falaram Drica e Bela ao mesmo tempo
As meninas foram conhecer a cachoeira com a Raquel
e eu, Pedro e os gêmeos fomos conhecer a feira de livros na cidade.
O tempo estava passando e elas estavam demorando muito para voltar. Resolvemos procurá-las.
O único problema é que não sabíamos direito onde ficava essa cachoeira da Raquel.
Perguntamos a algumas pessoas e conseguimos finalmente escutar o barulho da forte
queda d´água.
Quando olhamos mais perto, vimos que as meninas não estavam na água. Chegamos mais
perto e vimos as pulseiras da Raquel boiando, a cadeira de rodas da Bela num canto
e o sapato da Elisa caído no meio da mata... Meu Deus!!! Comecei a entrar em pânico! O que teria acontecido com as minhas
Pequenas Artistas e com essa menina, a Raquel
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