Bumba-Meu-Boi

Texto enviado pela professora Regina Jorge

É uma brincadeira popular oriunda do Nordeste, que se espalhou pelo Brasil através dos migrantes nordestinos. O folguedo se desenvolveu com a dança dos vaqueiros com o Boi que, por motivos variados, é morto, podendo vir a reviver ou não. É dança muito comum de meados de novembro à Noite de Reis, 6 de janeiro, pertencendo ao ciclo de Natal. Apresenta-se em terreno livre, nas ruas e, por vezes, entra nas residências atendendo a convites.

A dança se mistura com o teatro, tendo como figura principal o Boi e diversos personagens comuns dos povoados, como o padre e o doutor-curador. Outros personagens secundários e figurantes participam da encenação centrada na morte e ressurreição do Boi.

Um boi é levado por um vaqueiro. Não é bem tratado, chega até a dançar. Mas, boi não foi feito para dançar e morre. Os médicos e enfermeiras são chamados às pressas. Nada conseguem. Os urubus tentam comer o Boi. São afastados. Aparecem as Maricotas de Corocó: bonecas enormes, com vestidos estampados, faces muito pintadas, cheias de colares e pulseiras, cujos braços compridíssimos vão batendo nos assistentes de forma muito engraçada. Com suas mandingas, cantorias e gargalhadas fazem o Boi reviver.

- Bumba-meu-Boi! Bumba-meu-Boi! - gritam todos.

Alegres, voltam todos a cantar e a dançar.

Texto baseado na Revista Pesquisa Escolar-Folclore e Didática do Folclore, de Corina Maria Peixoto Ruiz.

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