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  • Professor Tinoco

Literatura de Cordel


Literatura de Cordel é uma manifestação folclórica muito expressiva no Brasil. No nordeste é vendida em feiras, onde se encontram o artesanato, as comidas regionais, danças, cantos e outras atividades, a maioria comercializada em barracas. O cordel com capa de xilogravura (mas também ilustração, foto ou só letra) é conhecido por esse nome, porque os folhetos à venda costumam ficar abertos e pendurados em uma cordinha com as capas voltadas para o público. A literatura de cordel é matéria de informação, notícia e diversão. O cordelista vende seus folhetos com uma técnica simples: coloca-os por cima dos caixotes ou tábuas e começa a declamar em voz alta, cantando até quase o final. Faz uma pausa e diz: - Quem quiser saber o fim, que compre o meu cordel. Os cordelistas formam um grupo unido, uns vendem os folhetos dos outros. Muitos destes cordelistas, vindos do Nordeste, instalaram-se no Rio de Janeiro, onde se apresentam nas feiras de São Cristóvão e Caxias nos fins-de-semana ou em praças freqüentadas por nordestinos e público em geral. Pessoas humildes e intelectuais também agrupam-se para ouvir as histórias em versos, na maioria acompanhadas por uma melodia. "Leitor, vou fincar um marco Na serra do Boqueirão O forte mais gigantesco Que já se viu no sertão Nele demonstro a bravura Do célebre Manuel Leitão" [...]"

Texto adaptado de Cantadores/Repentistas/Cordel, de Ivan Cavalcanti Proença e Didática do Folclore, de Corina Maria Peixoto Ruiz Texto enviado pela professora Regina Jorge


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